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 Rio das Ostras é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se na Região dos Lagos, a 22º31'37" de latitude sul e 41º56'42" de longitude oeste, a uma altitude de 4 metros. Sua população aferida na contagem do IBGE de 2007 foi de 74.750 habitantes.[1]

Dotado de belas praias, tem recebido altos investimentos aplicáveis em infra-estrutura provenientes dos royalties concedidos pela Petrobras na área em questão. As praias mais conhecidas são: Praia da Tartaruga, Praia do Centro, Praia do Bosque e Costa Azul. Nesta última existe a possibilidade da prática do surf. Um dos pontos mais visitados no município é a Praça da Baleia, ao final da praia de Costa Azul. Nesta praça, há uma estátua de baleia Jubarte esculpida em bronze.

A divisão política de Rio das ostras compreende os distritos de Rio das Ostras (a sede), Rocha Leão (2º distrito) e há um litigio envolvendo o município e Casimiro de Abreu, no qual é disputado o distrito de Barra de São João, do qual Rio das Ostras fazia parte.

Um pouco de História:

A história de Rio das Ostras perde-se nos meados de 1575, comprovada em relatos de antigos navegadores que passavam por esta região.

Situada na Capitania de São Vicente e habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande), ou Seripe. Parte das terras da Sesmaria cedida pelo capitão-mor governador Martim Correia de Sá, no dia 20 de novembro de 1630 foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebuçus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.

Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas nestes trezentos anos, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério, com a ajuda dos índios e dos escravos. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.

A antiga igreja desmoronou totalmente na década de 50 e sem restar ruínas, foi construída no ano de 1950 uma nova igreja, próximo ao local aonde se situava a primeira.

Um grande marco na cidade é a passagem do Imperador D. Pedro II. Que veio a descansar na sombra da figueira centenária.

O crescimento da cidade deu-se ao redor da igreja, e Rio das Ostras como rota de tropeiros e comerciantes rumo à Campos e Macaé, teve um progressivo desenvolvimento com a atividade da pesca, que foi o sustentáculo econômico da cidade até os meados deste século.

A construção da Rodovia Amaral Peixoto, a expansão turística da Região dos Lagos pela instalação da Petrobrás em Macaé, foram de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que viu sua população crescer até chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa, do município de Casimiro de Abreu, em 10 de abril de 1992.

Com 230 km² de área total, a cidade tem em sua geografia, um mapa de maravilhosos caminhos para o embevecimento e estímulo aos que reverenciam a mãe Natureza.

Atualmente encontra-se entre os municípios de maior taxa de crescimento demográfico no estado, 10% ao ano.

Pontos Turísticos:

Casa da Cultura - casa centenária, possui valor histórico e cultural avaliado e estimado pelo Inepac. Mostra de artistas regionais no salão de exposições.
Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba - exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região.
Centro Ferroviário de Cultura de Rocha Leão - estação centenária que faz parte da linha que liga Barão de Mauá a Vitória. Centro Ferroviário Cultural de Rocha Leão.
Parque dos Pássaros - horto florestal com vegetação preservada da Mata Atlântica. Oferece informações de plantas e possui grande variedade de mudas ornamentais, medicinais e silvestres. Mini-zoo com animais domésticos e aves raras. São realizados passeios nas trilhas do Parque. Estes passeios são gratuitos. No mais longo deles, são gastos 40 minutos de caminhada pela restinga. No mais curto, é visitado um grande viveiro onde ficam espécies variadas de pássaros.
Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição - construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar, onde o povo servia-se de água para beber e lavar louça. Recuperado no ano 2000,é o resgate da memória e identidade cultural de Rio das Ostras.
Monumento Natural dos Costões Rochosos - faixa compreendida entre a Praia da Joana até a Praça da Baleia. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora.
Manguezais (Ecossistema) - grande área preservada que se inicia perto da ponte de Costazul.
Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora marinha.

Praça da Baleia - área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma Baleia Jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. Esta é a maior homenagem a um cetáceo no mundo.
Orla de Costazul- obra de urbanização realizada pela Prefeitura, que em sua 1ª fase, criou 850 metros lineares de área de lazer e preservação, com ciclovia, academia de ginástica ao ar livre, quiosques, playgrounds e 15 mil m² de área de restinga preservada.
Lagoa do Iriri (Lagoa da coca-cola) - Lagoa com uma agua escura, tal como moradores apelidaram de lagoa da coca-cola, pois tem uma consentraçao de iodo muito forte, assim, deixando a agua da cor do refrigerante.
Emissário Submarino - Localizado no praia de Costazul, o emissário possui um píer liberado para as pessoas onde é possível ter uma bela vista da região serrana da cidade e praticar saltos de mais de 40 metros de altura.